terça-feira, janeiro 14, 2003

De novo, não!!!

Mergulhador, Miss Brasil, DJ , massagista, personal trainer e, principalmente, sarados e poposudas. É claro que estou falando da terceira edição do Big Brother Brasil, o filho preferido da Rede Globo que estréia nesta terça-feira, às 21h55. Assim como nos programas anteriores, os diretores do reality show, desta vez, não abriram mão da diversidade dos participantes. A produção se empenhou em selecionar figuras das mais diversas, cada uma com sua característica marcante, e obteve resultado positivo. Ainda sim, não há como fugir do elo que existe entre os integrantes da casa. A falta de conteúdo continua sendo marcante e generalizada. Afinal, estamos falando de Rede Globo!
Para conhecer os participantes, clique aqui.

sexta-feira, dezembro 27, 2002

Dear friends,

Estivemos ausentes durante um tempo, mas agora estamos de volta definitivamente!
Na verdade, esse blog foi criado, a princípio, para um trabalho nosso de faculdade. Por isso, ainda não havíamos divulgado a página. Mas, a partir de agora, contamos com vocês para levarmos essa idéia adiante. Mandem suas críticas, comentários, sugestões, elogios, enfim, se manifestem!

Um grande beijo para todos,

Silvia, Ligia e Mariana

sexta-feira, novembro 29, 2002

EMA: o suspiro de salvação da MTV

Ainda há muito o que se fazer, mas o MTV Awards Europa provou mais uma vez, em 2002, ser o único prêmio de música promovido pela nossa Music Television que consegue ser digerido por qualquer ser humano de bom gosto. É claro que as pérolas de todo o santo dia sempre dão à luz de sua desgraça para satisfazer as mentes mais perturbadas, mas o EMA até que se salva entre as péssimas produções do gênero da MTV mundial. No site do Terra, a galeria de fotos mostra quem esteve por lá na festa desse ano. Destaques para Bon Jovi, Coldplay, Moby e Marylin Mason. As pérolas a gente finge que não vê...

Silvia Paladino

quinta-feira, novembro 28, 2002

Reflexão da Mídia
Estamos tentando tornar a mensagem de Cristo comtemporânea. O que ele teria feito se propaganda, TV, discos, filmes e jornais existissem naquela época? O milagre de hoje é a comunicação. Então vamos usá-la.
" Sair do sistema é a coisa mais estúpida que se poderia fazer. É preciso usar a gravata para mudar o reino das gravatas."
John Lennon
Priscila Fantin Vício Nacional
A telenovela tornou-se um vício nacional muito interessante, isso porque a publicidade que sustenta os canais de TV brasileiros têm como a grande “vedete” de toda essa propaganda a telenovela. Ela é sem dúvida o produto mais rentável da história da televisão nacional.
A melhor infra-estrutura material e artística, o melhor “casting” de atores e diretores, e todo o aparato cenográfico fazem parte da maior produtora de telenovelas do Brasil: a Rede Globo. Nela a produção da telenovela é em série, três novelas inéditas são exibidas simultaneamente, compondo o “sanduíche”: ficção e realidade.
Esta composição inicia-se com a novela das seis horas, que têm como característica ser uma oportunidade para novos autores. Nos anos 70, foi uma novela de adaptação de romances brasileiros. Atualmente o horário das seis horas ainda tenta achar o seu perfil, mas, pode-se notar histórias de tramas e melodramas. A novela Escrava Isaura, a mais vendida do mundo, marcou este horário. Logo após, os jornais regionais dão um toque de realidade, compensado posteriormente com o humor da novela das sete horas. Com uma trama mais leve e bem humorada, o horário das sete conta com autores de mais prestígio como, por exemplo: Silvio de Abreu e Carlos Lombardi. Hoje a novela das sete vêm caracterizando-se também pelo caráter experimental, como, por exemplo, a atual As Filhas da Mãe, que inova, inserindo em seu contexto músicas de rap do início ao fim, outro exemplo é a anterior UgaUga, que finalizava seus episódios com um desenho de quadrinhos. Intencionalmente ou não, este horário está sempre inovando.
Em seguida, vêm o Jornal Nacional, “esfriando” o humor, apresentando as principais notícias do dia.
Seguindo uma linha de um público mais exigente, o qual anteriormente assistia ao JN, vêem a novela, que, atualmente é transmitida às nove horas*, tendo uma melhor elaboração, um conteúdo mais denso e um prestígio incontestavelmente maior, prestígio que provêm de Janete Clair, autora que “reinou” pelo período de 20 anos na década de 70 , escrevendo novelas de um conteúdo mais adulto e de maior liberdade, caracterizando desta forma esse horário. Seguindo seus passos autores como Benedito Rui Barbosa, Gilberto Braga, Aguinaldo da Silva e Glória Peres compõe a elite de autores que regem a novela das nove.
Por fim, é inevitável citar as famosas mini-séries. Elas certamente são as mais privilegiadas em todos os sentidos: produção, investimento, autores de maior prestígio. As mini-séries são feitas para o público mais exigente e cada vez mais diminuem seu tempo de duração, elas são quase todas produzidas inteiras antes de entrarem ao ar. Muito mais do a novela da sete horas, a mini-série é o espaço de maior experimentação.
Seja ela então das seis, sete, nove ou uma mini-série, a novela é um produto da Indústria Cultural, que, mais do que um vício é uma mania nacional. Pode ser uma criança, um adulto, ou um idoso, todos assistem ou já assistiram a esta produção que, incrivelmente é sempre a mesma, ou seja, quem ama quem, quem vai ficar com quem, quem matou quem e assim por diante.

*Após a polêmica da novela Laços de Família, que um juiz proibiu a participação de crianças na novela devido ao horário não ser permitido para menores, esse horário foi repensado e transferido para as nove horas.

Mariana Rosalem


"Este mundo mostro de energia, sem começo e sem fim, bem como sem aumento ou receita, revelando nada ! Este mundo é desejo de poder e nada alem".
Jim Morrison


Mariana Rosalem

quarta-feira, novembro 27, 2002

Como um blog de mulheres nada melhor que contar um pouco da evolução feminana. Que aliás trouxe de fato o que para a mulher além de direitos iguais??? Será que muitas vezes as mulheres não estão adiquirindo muitos papéis?
E os homens?
A nova geração tem a consciência da divisão, mas está se esquecendo que a mulher precisa sim de homens de verdade que lhe dê a oportunidade da maternidade.
Fica esperta mulherada!!


Marilyn Monroe
Armação em A última mulher cor-de-rosa

No início da década de 60, uma loira solitária e de feminilidade exacerbada, tomou uma overdose de soníferos, a imagem da mulher com ingredientes de dependência afetiva e de universo bem construído (a rainha do lar que deveria ser também uma gueixa na cama!) surgido nos anos 50, caiu por terra. Marylin Monroe seria a última da mulheres cor-de-rosa que a mídia havia criado. A partir daquele 5 de agosto de 1962 quando seu corpo foi sepultado, a mulher moderna retomaria sua busca pela independência.

Teve até uma francesa de nome Brigitte Bardot tentou seguir os mesmos passos de uma Marylin Monrore mas percebeu logo que era uma tarefa para lá de complicada e desistiu. Deixou de ser “gostosa”, engordou e foi cuidar de centenas de cachorros, macacos e baleias. B.B (como ficou mundialmente conhecida) percebeu que mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro.
Numa Londres que ainda se recuperava dos traumáticos anos da II Guerra Mundial, nascia uma estética totalmente inovadora. Os jovens lideravam uma nova atitude diante da vida. As imagens surgidas na época tanto para homens quanto para as mulheres, é uma imagem paradoxal e sem conflitos. Os cabelos compridos que os jovens passam a utilizar são um bom retrato da época. Já não é possível de relance, saber se aquele jovem que passava pelas ruas usando jeans, camiseta, cabelos compridos e todo tipo de badulaque como acessório era um homem ou uma mulher. Na dúvida: o vouyerismo é estimulado.

Com uma estética garimpada do Oriente (Índia) chegava às ruas de todo o planeta um homem e uma mulher de aparência semelhante. Todo mundo queria usar uma bata indiana, alpargatas, bolsa a tiracolo. Até mesmo o perfume era compartilhado. Ouvia-se numa canção “que qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá”. A cantora brasileira Elis Regina de cabelos curtinhos retomaria a essência do espírito garçonne (divulgado internacionalmente pela beleza assustadora da atriz Jean Seberg e pela modelo inglesa, Twiggy) e assinalava o espírito descomplicado que pairava no ar. Mas como já é notório o Brasil e a própria vida é feita de contrastes todo mundo parava também para ver e ouvir Ney Matogrosso com os mais que lendários, Secos & Molhados. O fotógrafo Helmut Newton criava para a grife francesa, Yves Saint Laurent, a fotografia que mais rodou em matérias sobre a Androginia: a modelo, fotografada numa rua escura, usando terno e segurando um cigarro em uma das mãos alcançaria o mais alto grau de sofisticação a qual chegou o tema na década de 70. No decorrer das décadas futuras a Androginia entraria na pauta do dia como um componente de Luxo.

O cantor Billy Idol (ícone máximo da década de 80) havia aprendido com David Bowie que era necessário romper barreiras. E Billy Idol, aprendido a lição, aparecerá em fotografias com sua boca sensual deixando claro que quer ser beijado. Por mulheres... ou por homens. Tanto faz. Em contraponto aparecia a figura carismática de um Boy George que usava tudo que tinha direito: do delineador ao batom. O sucesso foi estrondoso. Ligava-se a tevê às 18h e lá estava o Boy George nas paradas. E todos diziam: “mas ele é a cara da Elizabeth Taylor”. E não teve para mais ninguém. O moço consegui romper os universos e conquistou crianças, donas de casa, intelectuais, padeiros e encanadores.

No início dos anos 90, Rei Kawakubo da grife Comme des Garçons, jogava um balde de água fria na peruice que algumas revistas ainda insistiam em cultivar. O seu estilo gender bender (gênero sem fronteira) deixou as editoras de moda de cabeça quente. As imagens criadas pela criadora japonesa eram tão desafiantes que romperiam com tudo que já havia sido criado na indumentária. As suas criações minimalistas provocaram um grande impacto no universo da moda e do comportamento. No final da década nomes do international sytle como o austríaco Helmut Lang, a alemã Jil Sander (ambos fãs de Rei Kawakubo) e a cantora k.d.lang – que causou furor sendo fotografada para uma importante revista americana sendo barbeada (?) pela top model Linda Evangelista – reafirmariam que a Androginia deveria ser encarada como um dom da Natureza e não apenas uma atração pelo imponderável. Os limites do universo masculino e feminino, a partir daí, estavam definitivamente estilhaçados.
Hoje no novo milênio descobrimos que a melhor qualidade da Androginia é a de confundir o “olhar”, criar o elemento surpresa que acaba indo direto ao coração. Transcende e desenha a poesia do Estilo. A Androginia é um vasto campo para tudo aquilo que o “olhar” não entende mas o coração aceita: a paixão inexplicável pelo horizonte.

Mariana Rosalem
Exaustão de Fernando Henrique

Que a Revista Veja tem uma postura política consolidada, escancarada e hipócrita, não resta dúvidas. O apoio ao candidato derrotado de FHC, José Serra, se evidenciou em praticamente todas as capas da publicação desde a largada da campanha eleitoral. Enquanto isso, os seus editores trabalhavam arduamente para cavar o medo e a covardia na mente do eleitorado, fazendo de Lula a figura do “dragão de sete cabeças”.
No entanto, a edição de 9 de outubro bateu recorde de manipulação ao trazer um artigo do economista da PUC-RJ e ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. Antes mesmo de iniciar sua declaração de amor a FHC, o economista já deixa bem claro no próprio título que se trata de um verdadeiro romance: “Saudades de Fernando Henrique”.
O economista abandona todas as suas referências sociais e idolatra as medidas de FHC que tanto alteraram as bases da economia do país: estabilização, desregulamentação, privatização, reforma na Previdência e outras mais. A dívida externa chegou em primeiro lugar na corrida pelo mercado e, de US$ 68 bilhões (1995), chegou a 720 bilhões em 2002. Medalha de ouro para a política dos números! Oito anos de FHC, 1060% de aumento da dívida externa, 300% de aumento do dólar americano, 80% de crescimento da inflação. A ordem é economizar! Afinal, o Brasil não tem mais credito externo nem para comprar um cafezinho e, ainda por cima, tem que obedecer a todas as exigências do FMI.
Uma das pérolas de Gustavo Franco incomoda qualquer cidadão que paga suas contas: “As reformas feitas por FHC tinham em comum o fato de beneficiar maiorias desorganizadas e dispersas (...) em detrimento de minorias privilegiadas”. Onde está essa maioria? Certamente não faz parte dos 12 milhões de brasileiros desempregados, dos 53 milhões de indigentes e, muito menos, dos 21 milhões de miseráveis que ainda morrem de fome no país do Carnaval. O economista ainda ressalta o sucesso de público “indiscutível” de Fernando Henrique. Espero que se recupere em breve da decepção que terá quando puder ler as últimas manchetes dos jornais brasileiros e internacionais. Afinal, quando é que ele poderia imaginar que um candidato da oposição seria a esperança de quase 70% da população nacional a procura de mudanças? Estimas melhores.
O governo de Lula deverá enfrentar grandes dificuldades para contornar o legado de Fernando Henrique. Afinal, a dívida externa terá que ser paga um dia, provavelmente pelas futuras gerações, que já vêm ao mundo com a tarefa de pagar pelos erros de seus pais. Além disso, o presidente petista ainda terá que consolar os simpatizantes – e amantes - de Fernando Henrique e os fazer entender que a economia não pode caminhar sozinha.
Gustavo Franco acredita que a história do governo FHC não esteja bem contada. E, realmente, tem toda a razão. Falta dizer o quanto a prioridade dada a economia do país encareceu a vida dos brasileiros e provocou a imensa exclusão social que vemos atualmente. Falta dizer o quanto o povo precisa acreditar que sempre há uma saída.

Silvia Paladino
Armação em The Osbournes

Divulgação: Família Osbourne
Kelly Osbourne, filha do casal Ozzy e Sharon Osbourne e protagonista da série que leva o nome da família não nega o talento para estrela rebelde do show bis. Recentemente, ela declarou à imprensa que os primeiros episódios da nova temporada da série foram "armados" pela produção da MTV para dar um tom mais....dramático.
Segundo a garota, a cena mais fajuta foi a da reunião familiar, idéia da produção da emissora. Além disso, os produtores colocaram ainda um terapeuta para cuidar dos cachorros da família.
Já os representantes da MTV e do pai da menina rebelde negaram as informações, afirmando que o casal Ozzy e Sharon jamais aceitariam fazer a cena se não fosse real. Agora, pela módica quantia que eles estão recebendo e ainda de casa nova, eu comprava até uma capa de chuva e galochinhas vermelhas para desfilar com a minha cachorra pela rua!!!
O outro filho do casal, Jack, também faz parte da brincadeira, que é basicamente uma Casa dos Artistas em família. Além deles, o programa ainda conta com a participação de Rob, amigo de Kelly, a babá e protetora dos famosos, Melinda e, claro, os animaizinhos de estimação da família. A outra filha do casal, Aimee, prefere não aparecer no seriado.
The Osbournes, o reality show mais bem-sucedido da MTV começou sua segunda temporada nos Estados Unidos na terça-feira e ainda não tem previsão de estréia no Brasil.
Confira mais informações no site da MTV americana.

Ligia Rabay

terça-feira, novembro 26, 2002

Eminem em família
O rapper Eminem
Que o rapper Eminem é polêmico, niguém duvida. Depois das desavenças públicas com a sua mãe, Debbie Mathers-Briggs, e do lançamento da música "Cleaning out my closet", que fala da relação complicada entre os dois, agora é a vez de Betty Kresin, avó do músico, tentar ganhar alguma coisa em cima do neto famoso. Aos 63 anos, ela escreveu um livro que explicaria de onde vem Eminem e já está em busca de uma editora para publicar a obra. Entre as suas declarações, ela afirma que Debbie realmente não foi uma boa mãe e que teve muitos amantes. Betty disse também que teme ser processada pela própria filha por causa das coisas que conta no livro e das declarações recentes que tem dado à imprensa. Um representante do rapper afirmou que ele tem conhecimento do livro, que ainda não tem data de publicação.
O que não podemos negar é que Eminem é realmente bom no que faz. Tanto é que trabalha frequentemente com um dos maiores rappers norte-americanos, Dr. Dre, o primeiro a descobrir o talento do músico. Vale a pena conferir o site do rapper e a letra da música que causou tanta polêmica, "Cleaning Out My Closet", que tem lugar garantido nas paradas de sucesso do Brasil e do mundo desde a sua estréia.

Ligia Rabay
Revista Kiss: mais uma, mas diferente...

A Rádio Kiss FM (102,1MHz), única emissora totalmente rock'n'roll do país, resolveu ampliar seus horizontes e lança, no próximo dia 28 de novembro, a Revista Kiss. A princípio, mais uma publicação especializada em rock, entre as diversas que estão no mercado, como a Rock Brigade, Roadie Crew, Valhalla e outras por aí. Mas, não é bem assim. O alvo principal da revista será o público masculino, trazendo reportagens sobre estilo de vida, comportamento e variedades, incluindo música, claro!
A edição de estréia traz na capa a locutora da Kiss, Daniela Mel, em um ensaio fotográfico aos moldes da Vip. Convenhamos que essa é a maneira mais fácil, e mais explorada, de atrair os marmanjos de plantão. Já no conteúdo, a primeira edição conta com uma reportagens sobre os 100 anos da Harley Davidson, a moto mais desejada do mundo, e outra sobre as mulheres do mundo do surf. Os leitores também levam para casa, de brinde, um CD exclusivo com 14 clássicos do rock.
Iniciativas que buscam trazer novidades, idéias inéditas, são sempre muito bem vindas, obrigada. A Revista Kiss FM promete não seguir padrões já adotados por outras publicações, sejam elas especializadas em música ou no público masculino. Mas, já perdeu alguns pontos ao usar da sensualidade feminina a maneira principal de atrair o seu leitor, recurso nada original. Porém, nem tudo está perdido! Espero que o conteúdo realmente faça valer a proposta de inovar, mas é preciso esperar para ver.
Silvia Paladino
O sonho que esperou 30 anos: Rush no Brasil!!

Foto de Divulgação
Demorou, mas valeu a pena. O Rush desembarcou pela primeira vez no Brasil, na semana passada, após mais de 30 anos de estrada. Na sexta-feira (22) foi a vez de São Paulo conferir os maiores hits e o novo trabalho do trio canadense, o álbum "Vapor Trails". O resultado não poderia ser diferente: depois de 5 anos sem lançar nada, a banda voltou com força total e deixou na lembrança das 60 mil pessoas que compareceram ao Morumbi a lembrança de um show inesquecível.
Geddy Lee, Neil Peart e Alex Lifeson entraram no palco às 21h50 e surpreenderam o público, anunciando logo de cara o maior sucesso da banda no Brasil e trilha sonora do extinto seriado "Profissão Perigo", a música "Tom Saywer". O Rush encantou seus fãs, formado em grnade parte por pais e filhos, com os grandes hits do grupo e um megatelão digital que mesclava imagens psicodélicas, cenas de filmes e animações. Na primeira parte da apresentação, o público agitou ao som de "YYZ", "The Pass", "Big Money" e "New World Man". A música "Closer To The Heart" também foi inclusa no setlist especialmente para os brasileiros.
Após um intervalo de 20 minutos, O Rush voltou a palco para apresentar a "One Little Victory", do disco "Vapor Trails", acompanhado de explosões de fogo. E, para quem já estava extasiado com os sucessos "Driven", "Limelight", "Spirit of Radio", mais uma surpresa: um solo de mais de 10 minutos, chamado "The Rhythm Method", de um dos melhores bateristas do mundo, Mr. Peart. Sua bateria giratória fez a platéia delirar aos ritmos latinos, em homenagem ao Brasil.
O Rush se despediu de São Paulo após arrancar os aplausos calorosos dos fãs com a clássica "The Working Man". Nada mais, nada a menos, do que três horas de show. Sem dúvida, foi uma apresentação que compensou a longa espera pela banda e deixou o público, inclusive essa quem vos fala, mais do que satisfeito.
Na hora dos agradecimentos, Geddy Lee confessou: "Fomos idiotas de demorar tanto tempo para vir aqui (...) Adoramos vocês e esperamos vê-los novamente em breve." Nós também, Geddy...

Silvia Paladino

segunda-feira, novembro 25, 2002

Este foi o ano que um líder de um partido de esquerda conquistou a presidência do nosso país. Foi também o ano que uma garota burguesa de São Paulo decidiu matar seus pais para poder ficar com o namorado. Foi o ano que o PCC fez o que quis e brincou com a segurança nacional. Ano que os EUA não ficaram só um minuto sem pensar em Osama Bin Laden e que Gisele Bundchen aceitou fazer campanha para uma griffe de casacos de pele natural.
Onde está a presença divina neste contexto mundial. Cada vez mais percebe-se que as pessoas estão se afatando de Deus.
VIVA DEUS!!!
"Eu sinto que, como indivíduos, precisamos desenvolver a compaixão e um senso de fraternidade. Por compaixão, não entendo simplesmente como sentir complacência. A compaixão propriamente dita significa um sentimento de proximidade com os outros e, junto com isso, um senso de responsabilidade. Acredito que, ao nascer, todos os seres humanos estão livres da ideologia mas não da afeição. Apesar do ódio e dos sentimentos negativos serem parte da natureza humana, o amor e a compaixão dentro de nós são ainda maiores."
S.S. Tenzin Gyatso, o Décimo-quarto Dalai Lama

Mariana Rosalem